quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Jornada de Lutas da UNE e UBES - Estudantes teresinenses farão ato político nesta quinta-feira (18)


Passeata reivindicará o congelamento da passagem, 10% do PIB e 50% do fundo social do pré sal para a educação

Amanhã (18/08) a Praça do Liceu Piauiense (Praça Landri Sales) será palco da concentração dos estudantes a partir das 15h, de onde sairão pelas ruas do Centro de Teresina para reivindicarem diversas pautas do movimento estudantil terminando em frente ao Palácio de Karnak, sede do governo estadual e com ato/show na Praça da Liberdade. A atividade será em comemoração ao dia do estudante que aconteceu no último dia 11.
 Cássio Borges, Coordenador do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Piauí DCE/UFPI, convida todos os estudantes e movimentos sociais a “saírem às ruas por uma educação de qualidade, contra o aumento da passagem, e pela aprovação dos 10% do PIB e 50% do fundo social do pré sal para a educação e por um Plano Nacional de Educação - PNE a serviço do Brasil”.
Na oportunidade os estudantes comemorarão 25 anos da União Municipal de Estudantes Secundaristas – UMES, uma entidade combativa que sempre está à frente das reivindicações dos estudantes secundaristas, como de outras pautas da sociedade.
A atividade que faz parte da Jornada nacional de Lutas da União Nacional dos Estudantes – UNE e União Brasileira de Estudantes – UBES, é organizada em Teresina, entre outras entidades, pela UMES, DCE/UFPI, União da Juventude Socialista – UJS, Legião de Vanguardas de Juventude, Centro Colegial dos Estudantes Piauienses – CCEP e Grêmios Estudantis.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Se ser puta é isso, prazer em ser!

* Por Raiza Lima



Tem muita gente que nega o papel protagonista e engrandecedor da juventude brasileira do presente, que não reconhece a luta e o desejo de transformação desses, afirmando que são jovens alienados e acomodados com a situação. Há, ainda, muitos que convivem com a juventude que luta, pessoas que presenciam a sede de mudança desses jovens, mas os rotulam como baderneiros, desocupados, como má influência.
A discriminação/rotulação é ainda maior quando são jovens-mulheres que não se calam diante das disparidades e que lutam pra transformar a sociedade. Para esses muitos, essas meninas-mulheres, moças de luta, além de baderneiras, desocupadas, má influências, ainda são putas e isso é contagioso!
Puta, palavra que até pouco tempo (cerca de 2 anos e meio) para mim tinha outro significado, mas que no decorrer desse pouco tempo, além de tornar-se presente em minha vida de maneira mais intensa, passou  a ser vista de forma diferente se colocado por aqueles que não tem a dignidade ou a inteligência de reconhecer a luta dessa juventude combatente e que tem alegria e rebeldia pra lutar e transformar a realidade.
Portanto, pode-se afirmar que para eles ser puta significa lutar por uma educação de qualidade, por uma escola/universidade que caiba, acolha e garanta a permanência de pretos, brancos, amarelos, vermelhos, ricos e pobres, significa lutar pelo acesso à saúde pública e universal, pelo fim da violência e qualquer tipo de opressão contra a mulher, negros, homossexuais, enfim, contra cidadãos e cidadãs, é lutar pela livre orientação sexual, pela emancipação da mulher, pelo respeito dos direitos humanos, ser puta para eles significa CANTAR A ESPERANÇA DE UM MUNDO NOVO! E o melhor: ser puta é contagiante!
Diante desse conceito, apresento-me a vocês: - Meu nome é Raiza Lima, tenho 21 anos, sou uma jovem-mulher, moça de luta, militante da grandiosa União da Juventude Socialista, sou estudante, filha do sol do equador e acredito que transformar a realidade é possível. Muito prazer, me chamam de Puta!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Atenção militância, sábado tem Plenária da UJS Pi


Tem gente que gosta de negar a luta dos estudantes na atualidade, dizem que somos alienados, que não buscamos melhorias para nossa sociedade, que vemos injustiças e nos calamos diante delas. Para nós que militamos na grandiosa UJS, nós que construímos no dia-a-dia os C.A's, DCE's, grêmios estudantis, compomos a UNE/UBES e acreditamos que mudar é possível percebemos que não é bem assim! 

Nesse primeiro semestre de 2011 nós, juntamente com a UNE e entiadades de movimento social, travamos diversas lutas como pelos 10% do PIB e 50% do fundo social do pré-sal pra Educação, por um PNE a serviço do Brasil, realizando uma grande jornada de lutas no mÊs de março, além de gritarmos bem alto "CONGELA ELMANO!" pra garantir o congelamento da passagem de ônibus e pela garantia de melhora do transporte público na capital - um dos principais problemas enfrentados diariamente pela população teresinense- lutamos e garantimos grande participação de estudantes piauienses no CONEB e Bienal da UNE, atuando na base do M.E. universitários (CAs), teve também a participação no CONEG da UNE e, mais recentemente, do grandioso CONUNE (GO 13 a 17/07/11). Enfim, muito foi feito pra TRANSFORMAR NOSSO SONHO EM REALIDADE, mas ainda há muito que fazer!
Diante disso, convocamos toda nossa militância (filiados ou não) para, no próximo sábado (30/07), a partir das 14h nos reunirmos no espaço cultural Trilhos (cruzamento da Frei Serafim com Miguel Rosa) para discutirmos as seguintes pautas:Avaliação do CONUNE; Movimento Estudantil Universitário; e Movimento Estudantil Secundarista.
Conto com vocÊs para, junt@s lutarmos por uma sociedade mais justa e igualitária, uma escola/universidade que caiba todos, que respeite nossos direitos e que acolha e garanta a permanência de cada um de nós e os que virão depois!

terça-feira, 8 de março de 2011

UBM lembra governo dos compromissos assumidos com as mulheres

Nos marcos do Dia Internacional das Mulheres e os 101 anos da data, a União Brasileira de Mulheres (UBM) reforça a importância da mobilização e união das mulheres brasileiras. Neste 8 de Março o Brasil tem como primeira presidente da República Dilma Rousseff, mas o desafio é lutar para garantir junto ao novo governo os compromissos assumidos com as mulheres e com o povo.

Segundo a entidade, o momento conjuntural de ineditismo instigante da presença de uma mulher pela primeira vez no principal posto político recupera a história e as questões mais importantes da luta pela igualdade de direitos. A UBM defende que, neste novo cenário político, a participação da mulher brasileira é fundamental para a concretização de um novo projeto de nação. “A conquista representada pela eleição de Dilma Rousseff impregna de mais esperança as mulheres brasileiras, discriminadas na política, no trabalho, e que sofrem diariamente a violência doméstica", diz o panfleto da entidade. "Já estivemos presentes em grandes batalhas populares em todos os tempos e lugares, ousando sonhar e construir um mundo diferente, verdadeiramente justo e igualitário. Já demos provas no passado de compromisso democrático quando lutamos por liberdades políticas para o povo brasileiro. No presente, queremos também ser protagonistas do esforço para construir um projeto de nação justa, com amplas oportunidades para toda a população.” Para a UBM, o avanço rumo ao Desenvolvimento Social e Econômico não pode deixar de considerar a situação da mulher. Por isso, a entidade cobrará do governo a ampliação das políticas públicas e também para que estas se transformem em políticas de Estado. “No Brasil, embora registremos conquistas, ainda temos um longo caminho a percorrer. Apesar da conquista da Lei Maria da Penha, ainda vigora a impunidade de assassinos e espancadores, porque a Lei ainda não foi implementada de fato. Estamos unidas no combate a todo tipo de violência e opressão contra as mulheres e meninas”, destaca no documento.

Dia Internacional da Mulher, dia de luta!

segunda-feira, 7 de março de 2011

UJS, CTB, UBM e FAMEPI comemoram o dia Internacional da Mulher

Na manhã da última sexta-feira, dia 04 de março, a UJS juntamente com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Brasileira de Mulheres (UBM) e a Federação das Associações de Moradores do Piauí (FAMEPI), reuniram-se no cruzamento da Av. Frei Serafim com Coelho de Resende (centro de Teresina) para comemorar o dia Internacional da Mulher.
          As entidades contaram com a presença da bateria do bloco Barão de Itararé, que animou @s presentes e despertou a atenção de quem passava pelo local. A ideia do ato era apresentar à sociedade as principais bandeiras de luta dos movimentos sociais, no tocante à mulher, como a imediata aplicação e difusão da Lei Maria da Penha, o fim da violência e qualquer tipo de opressão contra a mulher, valorização e redução da jornada do trabalho, dentre outras. Para isso, @s manifestantes distribuíram panfletos e bandanas a motoristas e pedestres.

"Queremos aproveitar o clima festivo do Carnaval para lembrar as pessoas sobre temas tão importantes para a sociedade", Elton Arruda, presidente da CTB Piauí.

"O momento é festivo, temos o que comemorar, mas também lembrar que precisamos de outras conquistas e é papel dos movimentos sociais estarem nas ruas lutando por elas", declarou Raiza Lima (à esquerda), diretora de Mulheres da UJS-Pi.
 

Bateria do Bloco Barão de Itararé

O Ato teve fim às 12h30min com muitas palavras de ordem, demonstrando que a luta pela emancipação da mulher, pelo fim da violência, bem como pelas demais bandeiras apresentadas, é uma luta do dia-a-dia de cada militante, de cada mulher e homem que se fez presente nessa grandiosa atividade.
 Militantes da UJS Piauí

quinta-feira, 3 de março de 2011

08 de março dia internacional da mulher: “Ô abre alas que as mulheres vão passar!”

 O dia internacional das mulheres não se trata de um dia para flores e presentes, mas um dia de luta, porque para que tenhamos uma sociedade mais justa, igualitária é necessário lutarmos pela emancipação da mulher e ainda há muito a fazer: as mulheres ainda sofrem com a jornada dupla de trabalho, são vistas como responsáveis por tarefas do lar; são maioria fora da escola e do mercado de trabalho; recebem salários menores que os homens, mesmo desempenhando as mesmas funções; sofrem com a violência doméstica; são vítimas de assédio sexual e moral; a figura feminina é exposta insistentemente como objeto sexual, em especial pela mídia; sofrem ainda com a padronização e culto à beleza; não tem acesso a serviços de saúde de qualidade; são vítimas de discriminação; não tem o direito de decidir sobre o seu próprio corpo, constantemente ameaçado.
Diante disso, é necessário unidade para transformar o sonho da igualdade de gênero e do fim da discriminação da mulher em realidade! Por tanto, convidamos você para, juntamente com a União da Juventude Socialista, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, a União Brasileira de Mulheres – UBM e Federação de Associações de Moradores do Estado do Piauí – FAMEPI, a fazer nessa sexta-feira (04 de março) às 10 horas um grande ato no cruzamento da Av. Frei Serafim com a Rua Coelho de Resende (próximo Ao hiper bompreço), comemorando o dia da Mulher com muita luta! O ato contará com a presença da bateria do Bloco Barão de Itararé.
  
Outras bandeiras defendidas pelo movimento para as mulheres, são:

• A defesa do desenvolvimento com valorização do trabalho;
• Redução da jornada para 40 horas semanais com igualdade salarial para trabalhadores e trabalhadoras;
• Contra o fator previdenciário no cálculo da aposentadoria;
• Em defesa da reforma agrária com titulação e crédito para a mulher;
• Manutenção e ampliação das políticas públicas que contribuam para romper com as desigualdades entre homens e mulheres;
• Licença maternidade de 180 dias obrigatória e não facultativa;
• Aplicação imediata da Lei Maria da Penha;
• Defesa do Programa Nacional de Direitos Humanos;
Licença maternidade de 180 horas obrigatória e não facultativa
• Escolas e Creches Públicas de boa qualidade.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mulheres são maioria fora da escola e do mercado de trabalho - Portal Vermelho

Mulheres são maioria fora da escola e do mercado de trabalho - Portal Vermelho

Mulheres são maioria fora da escola e do mercado de trabalho

Parte da população de 18 a 24 anos do país integra um grupo que nem estuda nem trabalha. São cerca de 3,4 milhões de jovens que representam 15% dessa faixa etária. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra que as mulheres são mais afetadas por esse problema, muitas vezes em função da maternidade e do casamento.

Do total de jovens fora da escola e do mercado de trabalho, 1,2 milhão concluiu o ensino médio, mas não seguiu para o ensino superior e não está empregado. A proporção de jovens nessa situação aumentou de 2001 a 2008, segundo o Inep, e quase 75% são mulheres. Uma em cada quatro jovens nessa situação tinha filhos e quase metade delas (43,5%) era casada em 2008. Desigualdade de gênero Para Roberto Gonzales, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estudo reflete que a desigualdade de gênero ainda persiste não apenas na diferença salarial, mas no próprio acesso ao mercado de trabalho. “Isso tem muito a ver com a divisão do trabalho familiar, seja doméstico ou de cuidados com o filho. É uma distribuição muito desigual e atinge em especial as mulheres, por isso você tem tantas meninas fora do mercado e da escola”, diz. Entre as mulheres de 18 a 24 anos que estão na escola e/ou no mercado de trabalho, o percentual daquelas que têm filhos é cinco vezes menor. Segundo o estudo, os dados comprovam que “existe forte correlação entre casamento/ maternidade e a saída, mesmo temporária, da escola e do mercado de trabalho observada para as mulheres”. Uma vez que o processo de escolarização foi quebrado, o retorno aos estudos é bem mais difícil. Para Gonzales, esse afastamento do jovem do mercado de trabalho ou dos estudos pode não ser apenas uma situação “temporária”, como sugere o estudo. Um dos fatos que corroboram essa teoria é a queda da matrícula entre 2009 e 2010 nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), segundo dados do último censo escolar. “A baixa escolaridade não é uma barreira absoluta ao mercado de trabalho, mas é um problema porque há a possibilidade de criar-se um círculo vicioso. A mulher não terá acesso a bons empregos que dariam experiência profissional e poderiam melhorar sua inserção no futuro”, alerta. Políticas públicas Gonzales afirma ainda que as políticas públicas precisam ser mais flexíveis e acompanhar os “novos arranjos” da sociedade para garantir mais apoio a esse grupo de jovens mães. “As pessoas costumam ter uma ideia mais tradicional de educação em que os pais provêm o sustento para que o filho termine a escolaridade, depois ele segue para o ensino superior e entra no mercado de trabalho. E, na realidade, esses eventos não acontecem necessariamente nessa ordem. Assim como temos muitos jovens casais, também temos famílias monoparentais chefiadas por mulheres com filho e isso, muitas vezes, abre espaço para outras trajetórias de vida”, explica. Uma das estratégias básicas para garantir que a jovem consiga prosseguir com seus estudos ou ingressar no mercado é a ampliação da oferta em creche. Atualmente, menos de 20% das crianças até três anos têm acesso a esse serviço no país. “Essa é uma das principais barreiras alegadas pelas mulheres inativas”, indica Gonzalez. Fonte: Agência Brasil